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HERDEIROS DO PORVIR
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Entrevista exclusiva com a Princesa Maria Gabriela de Orleans e Bragança

Ocupando o sexto lugar na linha de sucessão ao Trono Imperial brasileiro, a Princesa Dona Maria Gabriela de Orleans e Bragança é a caçula dos quatro filhos do Príncipe Dom Antônio e da Princesa Dona Christine de Ligne de Orléans e Bragança. Nascida no Rio de Janeiro em 8 de junho de 1989, Dona Maria Gabriela sempre se destacou como filha exemplar, irmã carinhosa e amiga leal. Aluna aplicada, tem na música instrumental e no canto algumas de suas principais atividades. Discreta e reservada, encanta a todos com sua beleza, delicadeza e educação. Em meio a seus compromissos, concedeu ao “Herdeiros do Porvir” a seguinte entrevista.

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S.A.R. Dona Maria Gabriela
de Orleans e Bragança

É tradição na Família Imperial brasileira dar vários nomes aos filhos. Vossa Alteza poderia dizer o seu e o significado de cada um?

Meu nome completo é Maria Gabriela Josefa Fernanda Yolanda Micaela Rafaela Gonzaga de Orleans e Bragança. Os nomes “Maria” e “José” [Josefa] estão nos nomes dos integrantes de toda a família em homenagem à Virgem Maria e a São José, assim como “Miguel” [Micaela], “Rafael” [Rafaela] e “Gabriel” [Gabriela], em devoção aos arcanjos. “Fernanda” [Fernando] e “Yolanda”, no meu caso, são os nomes dos meus padrinhos.

Atualmente V.A. mora e estuda no Rio de Janeiro. Que curso faz e quais são seus planos para um futuro profissional?

Estou fazendo o curso de Comunicação Social na PUC-Rio voltado para publicidade e marketing. Seguindo o exemplo de meus irmãos, futuramente penso em procurar algum trabalho nesta área de marketing na Europa.

V.A. é ambientada tanto no Brasil quanto na Europa, sentindo no velho continente o efeito de certos estereótipos a respeito de nosso País. Que pode fazer uma jovem Princesa brasileira para ajudar a reverter naquele ambiente essa distorção e imprimir, pelo contrário, uma imagem autêntica do Brasil?

A melhor maneira de imprimir uma imagem autêntica do Brasil é de sempre enfatizar que em nosso País não existe só carnaval e futebol. Há inúmeras outras riquezas e qualidades presentes no Brasil às quais sempre tento dar destaque, caso alguma pessoa fale o oposto.

V.A. poderia citar algumas destas qualidades?

Penso que o que o Brasil tem de melhor é seu povo. Os brasileiros são muito acolhedores e, em grande parte, extremamente religiosos, cristãos. Outra riqueza do país é sua agricultura, que não deixa a desejar a nenhum outro país.

Qual o relacionamento de V.A. com a nobreza de outros países?

Tenho parentesco com algumas casas reais, com quem inclusive sempre tento manter contato. Todas as vezes que vou à Europa geralmente nos encontramos.

Qual país, depois do Brasil, V.A. escolheria para morar?

Depois do Brasil, o primeiro país que escolheria para morar seria a Bélgica, por ser de lá toda minha família materna, onde sempre fui muito bem recebida e me sinto à vontade.

Para conhecermos bem uma pessoa, procuramos saber alguns gostos pessoais. V.A. tem preferência por alguma culinária? Qual seu prato preferido?

Sou grande apreciadora da gastronomia em geral e sempre gostei de experimentar coisas novas. É evidente que tenho preferência pela nossa tradicional culinária brasileira, mas também gosto da culinária japonesa.

Dentro da culinária brasileira, que pratos poderia citar?

É muito difícil especificar, pois existe uma diversidade muito grande entre as regiões. Por exemplo, o Nordeste tem especialidade em frutos do mar, enquanto no Sul o que se destaca é a qualidade da carne. Não tenho como citar um favorito; aprecio todos.

Existe na França um museu com enorme variedade de perfumes. Inclusive recriaram alguns extintos. Na época da Rainha Maria Antonieta foi elaborado um exclusivo para ela. Qual fragrância V.A. escolheria que refletisse melhor sua personalidade?

Tenho preferência por fragrâncias leves, sobretudo florais. Minhas lembranças olfativas da infância são os perfumes do Boticário, como “Ma Chérie”. Atualmente meu favorito é “Pleasures” da Estée Lauder.

A pintura tem um veio marcante na Família Imperial brasileira: Dom Pedro Henrique, Dona Maria Elizabeth, Dom Antônio, as tias gêmeas. V.A. se sente integrante dele? Ou de algum outro veio artístico?

Apesar de sempre ter admirado muito todo esse dom da família para a pintura, infelizmente não o recebi. Porém, um veio artístico em que me sinto integrante é o da música. Sempre apreciei todos os tipos de música. Toco alguns instrumentos como violão e piano; atualmente faço parte do coral de minha universidade.

As pessoas, de modo geral, procuram distrair-se com alguma amenidade para diminuir o estresse cotidiano. V.A. possui algum “hobby”? Quais? Se for filme, livro ou esporte, citar alguns.

Tenho inúmeros “hobbies”. Sempre pratiquei esportes, principalmente golf e tênis como tradição de família. Quanto a livros, há um em particular que me cativou: “O discurso do Rei”. O filme também é fantástico. Sempre me interessei por livros sobre a Segunda Guerra Mundial, mas este em particular se destacou, pois mostra a superação do Rei George VI da Inglaterra no contexto desta guerra. Para me distrair, como disse anteriormente, utilizo-me da música. Não só os ensaios do coral me fazem muito bem, como tento aproveitar alguns momentos livres para praticar violão.

Nos países onde vigora o regime monárquico, a educação e o futuro dos príncipes são acompanhados com muito interesse pelo povo. Embora estejamos numa república, sabemos que os membros de nossa Família Imperial suscitam interesse e curiosidade. V.A. se sente incomodada com essas manifestações de atenção? O que é ser uma princesa da Casa Imperial brasileira atualmente?

Não me sinto incomodada de forma alguma, desde que haja um certo limite quando se trata de minha vida pessoal, ou que de certa forma atrapalhe meu rendimento em minhas atividades diárias. Ser uma princesa na Casa Imperial brasileira é sempre zelar pelo meu nome, buscando ser um exemplo para outros.

Quando as filhas do Imperador Dom Pedro II chegaram à idade de se casarem, houve uma preocupação a nível político e diplomático com o assunto, pois envolvia o próprio interesse do Estado. Como pretendentes, vieram ao Brasil dois primos, príncipes europeus, criteriosamente escolhidos - segundo relatos da condessa de Barral - para elas. O Príncipe de Saxe-Coburg-Gotha era pretendente a desposar a Princesa Isabel, enquanto o Conde d’Eu aspirava à irmã dela, Dona Leopoldina. Porém, ao se encontrarem, houve uma mudança e o Conde D’Eu e a Princesa Isabel reuniram no enlace ao mesmo tempo o interesse de Estado e o do coração. V.A. pretende constituir família? Em caso afirmativo, pensa V.A. reeditar a feliz combinação que logrou sua reverenciada Trisavó?

Pretendo constituir uma família, sim. Como aconteceu com a Princesa Isabel e o Conde d’Eu, o ideal seria conseguir conciliar os dois [interesses: Estado e coração]. Provavelmente na escolha de meu cônjuge, vou sempre tentar escolher aquele que cresceu com os mesmos princípios, mesmos valores e mesma educação que eu, o que, sem dúvida alguma, será muito favorável ao Estado também.

V. A. poderia formular uma mensagem para os monarquistas brasileiros, especialmente aos leitores do “Herdeiros do Porvir”?

O que nossa família mais quer é que continuemos a passar a história do nosso país de forma clara, sem qualquer tipo de deturpação e/ou modificação, fato que vem sendo cada vez mais frequente, principalmente nas escolas. Devemos manter vivo todo este histórico e toda essa tradição que temos no Brasil. Gostaria de agradecer a todos os monarquistas brasileiros pelo apoio que sempre deram à Família Imperial durante todos esses anos.

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Pró Monarquia é uma associação cívico-cultural sem fins lucrativos, fundada em 1990, que tem por finalidade promover, orientar e coordenar iniciativas voltadas à restauração do regime monárquico de governo no Brasil, observada a legitimidade dinástica. Assim, sob os auspícios do Chefe da Casa Imperial do Brasil S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, realiza e incentiva atividades de estudo, formação e divulgação concernentes à Dinastia brasileira, à nossa história, valores e tradições, bem como à excelência do regime monárquico enquanto tal e à realidade nacional, de modo a obter a coesão dos monarquistas brasileiros em torno de um mesmo ideário e atrair para a causa monárquica a simpatia e a adesão dos compatriotas.