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O
Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança
- atual Chefe da Casa Imperial do
Brasil - é primogênito
e herdeiro dinástico do Príncipe
Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança
(1909-1981), admirável figura
de brasileiro, chefe de família
exemplar e artista de reconhecido
talento; é neto de Dom Luiz
de Orleans e Bragança (1878-1921)
- cognominado o Príncipe Perfeito;
bisneto da Princesa Isabel a Redentora,
e trineto do Imperador Dom Pedro II.
Os Imperadores do Brasil, bem como
os Reis de Portugal desde o século
XVII, pertenceram à dinastia
de Bragança, a qual teve sua
origem em fins do século XIV,
na figura heróica e legendária
do Santo Condestável de Portugal,
o Bem-Aventurado Dom Nun'Alvares Pereira.
Por sua Mãe, a Princesa Dona
Maria da Baviera de Orleans e Bragança,
Dom Luiz herda as tradições
da Família de Wittelsbach,
a Casa Real da Baviera, uma das mais
antigas da Europa, pois tem sua origem
no século IX, e célebre
nos campos das artes e da cultura.
Por seu bisavô o Príncipe
Gastão de Orleans, Conde d'Eu,
esposo da Princesa Isabel e herói
da Guerra de Marrocos e da Guerra
do Paraguai, o atual Chefe da Casa
Imperial do Brasil descende da Casa
Real Francesa. Com efeito, provém
ele em linha direta, por legítima
varonia, de Hugo Capeto, que em 987
ascendeu ao trono da França;
e de São Luís IX, o
Rei-Cruzado que governou a França
de 1226 a 1270.
Descendendo de Reis, Santos e Heróis,
de Fundadores de Impérios,
Cruzados e Artistas, Dom Luiz haveria
de receber uma educação
à altura das tradições
que representa.
Foi intenção de seu
Pai dar-lhe uma formação
moral sólida, baseada nos princípios
tradicionais da Santa Igreja. Ao mesmo
tempo, desejou que ele tivesse uma
cultura geral, um conhecimento em
profundidade dos problemas do Brasil
e do mundo, e um trato social condizentes
com a alta posição que
lhe estava destinada.
Por fim, desejou para seu primogênito
o que a antiga Lei de Banimento não
permitira para si próprio:
uma educação no Brasil,
entre brasileiros, e dentro das melhores
tradições brasileiras.
Nascido em Mandelieu (França)
em 6 de junho de 1938, foi batizado
com o nome de Luiz Gastão Maria
José Pio de Orleans e Bragança,
na Capela do Mas-Saint-Louis, vila
de sua Avó a Princesa D. Maria
Pia de Bourbon-Sicílias de
Orleans e Bragança, e registrado
no Consulado Geral do Brasil em Paris.
Com a deflagração,
em 1939, da Segunda Guerra Mundial,
a Família Imperial ficou retida
na França e impedida de transferir-se
para o Brasil. Só após
o término do conflito pôde
Dom Luiz, então menino de sete
anos, ver pela primeira vez a sua
terra.
Fez os estudos secundários
em parte no Paraná, onde seu
Pai se instalara como fazendeiro,
em parte no Rio de Janeiro, no Colégio
Santo Inácio da Companhia de
Jesus. Cursou depois o Colégio
Universitário, em Paris, e
foi concluir seus estudos na Universidade
de Munique, onde cursou Química.
Nas horas vagas que lhe proporcionava
o rígido curso universitário,
e durante os períodos de férias,
em que viajou por toda a Europa, aproveitou
o jovem Príncipe para tornar
mais conhecido o Brasil nos ambientes
que freqüentava, a saber, os
círculos da mais alta nobreza
européia, e os meios universitários
alemães, italianos e franceses.
Retornando ao Brasil em 1967, passou
a residir em São Paulo, onde
assumiu a direção do
Secretariado de seu Pai, já
então residente na sua propriedade
rural em Vassouras, no Estado do Rio
de Janeiro.
Com o falecimento de Dom Pedro Henrique,
em 5 de julho de 1981, Dom Luiz ascendeu
à condição de
Chefe da Casa Imperial do Brasil.
A queda da Cláusula Pétrea
na Assembléia Constituinte
de 1987-1988, - para a qual concorreu
Dom Luiz de maneira decisiva, com
carta solidamente argumentada aos
Senadores e Deputados pedindo a abolição
daquele dispositivo discriminatório
aos monarquistas - e a conseqüente
convocação de um plebiscito
em 1993 para decidir sobre a forma
e regime de governo a vigorarem no
país, projetaram Dom Luiz para
uma situação de destaque
que fora negada a seu Pai, primeiramente
com a campanha para aquela consulta
popular e depois com o cultivo do
grande saldo por ela deixado - 13%
dos votos válidos (mais do
que o eleitorado da maior parte dos
partidos políticos, em um pleito
ardilosamente antecipado e no qual
Dom Luiz, representante natural da
forma monárquica de governo,
ficou privado do indispensável
acesso aos meios televisivos).
Assim, em contacto próximo
com um grande número de brasileiros,
que vêem na Casa Imperial uma
luz e uma esperança em meio
à revolta e confusa situação
política, social, cultural
e moral dos dias atuais, amargada
por sucessivas frustrações
proporcionadas por estas ou aquelas
figuras ou propostas políticas,
Dom Luiz faz sentir que o Brasil encontrará
seu seguro caminho na fidelidade aos
valores que o fizeram, no tempo do
Império, grande e respeitado
entre as nações.
Dom Luiz vem presidindo regularmente
congressos e eventos de monarquistas
realizados em diversas regiões
do País, impressionando sempre
seus auditórios pela profundidade,
clareza e palpitação
dos conceitos que emite.
Tem também viajado regularmente
ao Exterior, proferindo conferências
na Europa e nos Estados Unidos para
públicos escolhidos e participando
de eventos comprometidos com a sustentação
dos valores tradicionais, notadamente
os promovidos pela associação
Noblesse et Tradition, que congrega
o escol da nobreza européia.
Falando fluentemente três idiomas
- o português, o francês
e o alemão - e entendendo ainda
o castelhano, o inglês e o italiano,
Dom Luiz é senhor de sólida
cultura, alicerçada em leituras
sérias e prolongadas, especialmente
de assuntos históricos e sociológicos,
assim como no contato com a realidade
viva da nação.
Como o Imperador Dom Pedro II, encontra
no estudo um verdadeiro prazer. Mas,
divergindo neste ponto de seu trisavô,
gostou desde cedo da equitação
e da caça, tendo mesmo, neste
último esporte, conquistado
alguns troféus. Nos últimos
anos retomou a fotografia, revelando,
na precisão das composições
e na matização dos detalhes,
o veio artístico dos dois ramos
familiares. É ainda apreciador
de música erudita, especialmente
de compositores brasileiros da escola
barroca.
Católico ardoroso e por isso
mesmo infenso a todas as formas de
socialismo, atuou desde jovem, com
o vivo incentivo de seu Pai, em prol
dos princípios fundamentais
da Civilização Cristã,
atividade esta a que continua a consagrar
suas disponibilidades de tempo.
É Grão-Mestre da de
Pedro I, da Ordem da Rosa e das demais
Ordens Imperiais brasileiras. É
ainda Grã-Cruz da Ordem Constantiniana
de São Jorge, da Casa Real
de Bourbon-Sicílias, Grã
Cruz da Ordem de Nossa Senhora da
Conceição de Vila Viçosa
(Portugal) e Bailio Grã-Cruz
de Honra e Devoção da
Soberana Ordem de Malta, além
de membro-efetivo de diversos institutos
culturais.
Ultimamente Dom Luiz tem dedicado
um pouco do seu tempo à composição
de memórias, nas quais vai
registrando, a par de suas inúmeras
recordações, comentários
e juízos acerca dos acontecimentos
e transformações que
acompanhou em meio século de
vida adulta. Tais escritos são
aguardados com muito interesse por
quantos o conhecem
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