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O
Príncipe D. Bertrand de Orleans
e Bragança, Príncipe
Imperial do Brasil é o terceiro
dos doze filhos do Príncipe
D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança
(1909-1981), Chefe da Casa Imperial
do Brasil até seu falecimento;
é neto de D. Luiz de Orleans
e Bragança (1878-1921), o Príncipe
Perfeito, bisneto da Princesa Isabel,
a Redentora, e trineto do Imperador
Dom Pedro II, último monarca
dos brasileiros.
Os Imperadores do Brasil, bem como
os Reis de Portugal desde o século
XVII, pertenceram à dinastia
de Bragança, a qual teve sua
origem em fins do século XIV,
na figura heróica e legendária
do Santo Condestável de Portugal,
o Bem-Aventurado D. Nun'Alvares Pereira.
Por sua Mãe, a Princesa Dona
Maria da Baviera de Orleans e Bragança,
D. Bertrand herdou as tradições
da Família de Wittelsbach,
a Casa Real da Baviera, uma das mais
antigas da Europa, remontando ao século
IX.
Por seu bisavô o Príncipe
Gastão de Orleans, Conde d'Eu,
esposo da Princesa Isabel e herói
da Guerra do Paraguai, D. Bertrand
descende da Casa Real Francesa, provindo
em linha direta de Hugo Capeto e de
São Luís IX, o Rei-Cruzado.
Descendendo de Reis, Santos e Heróis,
de Fundadores de Impérios e
Cruzados, o Príncipe Imperial
recebeu uma educação
à altura das tradições
que encarna.
Nascido em 1941, em Mandelieu, no
sul da França, onde o exílio
da Família Imperial e a II
Grande Guerra retivera seus Pais,
D. Bertrand veio para o Brasil logo
após o término do conflito.
Realizou seus estudos secundários
em parte no Estado do Paraná,
onde seu Pai se instalara como fazendeiro,
em parte no Colégio Santo Inácio,
dos padres jesuítas, no Rio
de Janeiro. Cursou depois a tradicional
Faculdade de Direito do Largo de São
Francisco, de São Paulo, formando-se
como advogado em 1964.
Desde muito jovem recebeu esmerada
formação católica,
sendo orientado por seu Pai para o
gosto pelo estudo doutrinário
e a análise dos acontecimentos
nacionais e internacionais. Participou
com entusiasmo, nos bancos acadêmicos,
das pugnas ideológicas que
marcaram o Brasil na primeira metade
dos anos sessenta. Foi sua formação
completada com freqüentes viagens
à Europa, uma das quais deu-se
durante toda a primeira Sessão
do Concílio Vaticano II, quando
o jovem Príncipe tomou estreito
contato com a intelectualidade católica
acorrida a Roma para o magno evento.
D. Bertrand vem dedicando, pois,
sua existência à difusão
dos ideais católicos e monárquicos,
vistos por ele como facetas distintas
e harmônicas de um mesmo ideal.
Tornou-se conferencista sempre mais
solicitado, impressionando os auditórios
não menos pela clareza da exposição
que pelo forte efeito de sua personalidade,
marcada a fundo pelos princípios
que professa.
Falou assim muitas vezes para variados
públicos de nosso extenso território,
participando também de congressos
e seminários, atividade depois
estendida à maior parte dos
países da América do
Sul e também aos Estados Unidos
e Canadá.
Com a ascensão, em 1981, de
seu irmão primogênito
D. Luiz à Chefia da Casa Imperial
do Brasil, D. Bertrand, que é
seu imediato sucessor dinástico,
assumiu a direção do
Secretariado respectivo, incentivando
a atividade dos monarquistas disseminados
pelo País e liderando uma campanha
nacional para a eliminação
da Cláusula Pétrea dispositivo
legal que desde a implantação
da República vedava toda atividade
e propaganda monárquica
aspiração finalmente
acolhida na Constituição
promulgada em 1988, a qual ademais
convocou o Plebiscito de 1993 para
determinar a forma e regime de governo
a vigorarem no País.
Coube assim a D. Bertrand a chefia
da grande campanha que, sob a orientação
do Príncipe D. Luiz, visava
conduzir ao voto vitorioso o encoberto
sentimento monárquico de um
grande número de brasileiros.
Isto o levou a uma infatigável
atividade de propulsão e coordenação,
multiplicando entidades monárquicas
por todo o País e viajando
ele próprio ao mesmo
tempo que o Chefe da Casa e outros
Príncipes seus irmãos
por todo o território
nacional, tornando conhecidos de grandes
públicos os seus predicados
de inteligência, preparo e idealismo.
Marcaram essa fase memoráveis
confrontos televisivos, nos quais
D. Bertrand se sobressaiu ante seus
opositores, ora derrotados, ora conquistados.
Na verdade, a liberdade de escolha
então oferecida aos brasileiros
para optar entre Monarquia e República,
após 104 anos de vigência
desta, foi mais aparente do que real.
A irregular antecipação
da data fixada para o plebiscito,
assim como a regulamentação
do horário eleitoral impedindo
que tanto D. Luiz como D. Bertrand
dele pudessem participar, reduziu
enormemente a irradiação
que a presença e as propostas
de ambos invariavelmente produziam.
Nessas condições, os
13% de votos válidos obtidos
pelos monarquistas no pleito de 1993
foram considerados pelos observadores
como uma sólida base para uma
ação de mais longo alento.
Essa ação, de cunho
cultural e não partidário,
se vem desenvolvendo presentemente
através da rede de organizações
monárquicas que a campanha
do Plebiscito deixou estabelecida.
Em 1990, no contexto da mencionada
campanha, D. Bertrand realizou uma
tournée de conferências
pela Europa: França, Portugal,
Espanha, Itália e Áustria
foram os países onde se destacou
de forma brilhante e obteve consagradora
acolhida, tendo-se constituído
acontecimento de repercussão
nacional sua estadia em Portugal.
A partir de então, multiplicaram-se
as viagens para palestras e visitas
comemorativas a países
além dos mencionados
como Reino Unido, Polônia, Estados
Unidos, Argentina, Chile, Uruguai,
numa agenda que concorre com múltiplas
solicitações do próprio
Brasil. Destaca-se, mais recentemente,
a prestigiosa visita ao Texas e Louisiana.
A Louisiana comemorava oficialmente
os 300 anos de presença francesa.
Por parte dos americanos, a acolhida
ao Príncipe Imperial, como
descendente do Rei S. Luiz IX da França,
foi calorosa quando não entusiástica.
Terminou sua viagem, durante a qual
tomou contacto com altos dignitários
do Estado de Lousiana, na cidade de
Nova Orleans, fundada por seu antepassado
Gastão, Duque de Orleans.
O Príncipe Imperial orientou
e participou ativamente do projeto
da Pró Monarquia / Juventude
Monárquica Rumo aos 500 anos,
o qual, a propósito da comemoração
do V Centenário de nosso descobrimento,
tinha como objetivo resgatar a história
autêntica de nosso País.
No desenrolar desse projeto, D. Bertrand
proferiu inúmeras palestras,
incluindo diversas em instituições
de ensino superior.
No contexto do mencionado projeto,
D. Bertrand viajou neste ano a Portugal,
onde participou de eventos promovidos
conjuntamente pelo movimento monárquico
português e pelo brasileiro,
sendo de ressaltar as conferências
proferidas na Universidade Católica
do Porto e no Instituto Superior de
Ciências Políticas em
Lisboa, sobre o V Centenário.
No tocante a temas em debate no mundo
de hoje, D. Bertrand, coerentemente
com seu pensamento, se posiciona claramente
no campo da propriedade privada, livre
iniciativa e respeito ao princípio
de subsidiariedade, o qual limita
o Estado ao âmbito que lhe toca
por sua natureza. Tendo bem claro
que os problemas sociais não
são senão reflexo de
outros mais profundos, de ordem moral,
tem sido um constante defensor da
instituição da família,
bem como do sagrado direito da vida,
sustentando com vigor os ensinamentos
da doutrina tradicional da Igreja
nessas matérias e opondo-se
categoricamente às tendências
hedonistas e aos fatores de desagregação
hoje tão favorecidos pelos
meios de comunicação.
Além de sua ação
individual em tal sentido, prestigia
ele beneméritas instituições
que atuam no mesmo campo, como Famiglia
Domani, da Itália, de cujo
Comitato Internazionale di Patronato
é membro, a Fundación
Argentina del Mañana, e outras.
Visando desmascarar aqueles que buscam
no fantasma da fome um pretexto para
suas teorias da limitação
da natalidade, D. Bertrand tornou-se
um entusiasta e propagandista dos
avanços técnicos na
produção de alimentos,
prestigiando com sua presença
eventos ligados ao campo, instituições
de pesquisa e explorações
agrícolas modelares, como aquelas
do Nordeste brasileiro onde as plantações
irrigadas obtêm D. Bertrand
gosta de repeti-lo rendimentos
superiores aos da mítica Califórnia.
Não menor empenho manifesta
no incremento da racional exploração
dos recursos marítimos.
Atento a tudo quanto respeita à
soberania nacional, D. Bertrand vem
alertando para as influências
e iniciativas que afetem, de modo
encoberto ou não, nossos direitos
sobre a Amazônia. Pela mesma
razão o Príncipe Imperial,
ante campanhas de descrédito
que visam as forças armadas,
julga imperioso prestigiar o militar
e o policial cumpridores do dever.
Dom Bertrand é Coordenador
Nacional e Porta-voz do Movimento
Paz no Campo.Percorre todo o território
nacional fazendo conferências
e tomando contato com lideranças
rurais em todo o País ,
Afeito desde a infância ao
campo e ao ar livre, D. Bertrand sempre
encontrou tempo para a prática
esportiva: equitação,
caça, pesca submarina, esqui,
foram atividades que em diferentes
épocas o atraíram, dedicando-se
ele hoje mais ao montanhismo e ao
tiro. Piloto civil, é reservista
da Força Aérea Brasileira.
Além do português, sua
língua natal, D. Bertrand é
fluente no francês e no castelhano,
buscando presentemente aprimorar seu
domínio do idioma inglês.
D. Bertrand é Bailio Grã-Cruz
da Ordem da Rosa, Grã-Cruz
da Ordem de Pedro I e demais Ordens
Imperiais do Brasil, Bailio Grã-Cruz
da Ordem Constantiniana de São
Jorge, da Casa Real de Bourbon Sicílias
e Bailio Grã-Cruz da Soberana
Ordem de Malta, tendo recebido as
insígnias no Palácio
Magistral de Malta, em Roma.
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